domingo, 17 de outubro de 2010

Poluição do Espaço ou Poluição da Mente?


Isso não é poluição?
Moradores passam despercebidos pelo lixo
São Paulo é a sexta maior cidade do planeta, a cidade é mundialmente conhecida e exerce significativa influência nacional e internacional, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político. Um lugar cheio de diversidades culturais.
Uma cidade vista por muitos como oportunidades  para mudar de vida, conhecida como o lugar das oportunidades.
Mas também uma cidade largada ao descaso, tão preocupada com a urbanização, tão voltada para os interesses do mercado que tem esquecido de cuidar da sua educação ambiental.Não basta ter uma lei de cidade limpa só visando o grande pólo, porque a poluição existente na cidade não é apenas visual, e também não é só São Paulo que necessita de cuidados, e as grandes periferias? E as cidades aos arredores?

Bueiros 

São Paulo sofre com a poluição do ar, devido o grande numero de automóveis que circulam todos os dias pelas ruas. Além disso, sofre também com a poluição concentrada em seus dois principais rios, Tiete e o Rio Pinheiros, que estão altamente poluídos. O Tietê passa por um programa de despoluição que já dura alguns anos. Se não bastasse isso a cidade também sofre com a grande quantidade de lixo que produzimos diariamente. É estimado que apenas parte desse lixo seja coletada, a outra metade é encaminhada para os locais adequados.


Comércio em  Santo Amaro



Devido à grande quantidade de lixo jogados nas ruas são inúmeros bueiros que entopem sempre que cai uma chuva, causando assim as terríveis enchentes. Causando doenças, destruição de casas, carros, e o principal causando mortes.
A desculpa das comunidades carentes é a falta de coleta de lixo, mas qual será a desculpa dos grandes centros urbanos? Onde existe a coleta de lixo diariamente, sem contar dos inúmeros garis que trafegam todos os dias limpando e retirando o lixo das ruas. Será descaso dos governantes ou simplesmente falta de uma mudança de atitude de cada um?

Proibido Jogar Entulho


Por Rilane Alves

sábado, 16 de outubro de 2010

Múltiplos olhares, regionalidade, identidade e cultura.


 Indiazinha brincando para a lente fotográfica.
 UM POUCO DE HISTÓRIA DA TRIBO INDÍGENA KRUKUTU.


Situada no extremo sul de São Paulo, no bairro de Parelheiros, na região da represa Billings, se encontra a aldeia indígena da tribo Krukutu. 

Esta família Guarani se fixou nesta região, na década de 1950, vindos de Mangueirinha no Paraná, passando por Itariri em Santos e Rio Silveira e São Sebastião.
Chegaram ali por meio de um convite feito por um sitiante Japonês chamado Kugo Igo, que teve contato com a família dos karai Roka Ju na ponte do Socorro onde estavam tentando vender seus artesanatos.
O sitiante os convidou para se instalarem nas terras, em troca os , índios os ajudariam na plantação de mandioquinha que ele cultivava para depois vender.
Kugo Igo então resolveu se mudar para o Japão, deixando as terras para o líder da aldeia Eduardo Martins Karai Roka Ju, mais tarde substituído por seu filho Nivaldo Martins Roka Ju
 o qual tivemos a oportunidade de conhecer e conversar.
Nesta época a região era usada para a caça e para extrair material utilizado para o artesanato e suas casas.

Morada Indígena Krukutu.

Porém, não foi simples a estada dos indígenas nestas terras, pois mesmo em posse da documentação do terreno , enfrentaram grandes dificuldades para que enfim regularizassem a tekoa, isto só  foi possível em 1987 após 17 anos com a luta na justiça enfrentada pelos caciques Guaranis do estado de São Paulo para terem suas terras reconhecidas.
Hoje em dia com o crescimento desordenado da região fica difícil manter o modo de vida tradicional dos Guaranis. 
A aldeia Krukutu hoje é vizinha dos Tenonde Porã ou da Barragem. Em 2001a associação Guarani Nhe'ê porã foi legalizada com a intenção de organizar projetos para os moradores e auxiliar o cacique na procura de utilizá-la como ferramenta para enfrentar o mundo moderno que os rodeiam.
Janaína Almeida


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

As duas faces da zona sul


Paraisópolis X Morumbi
Ao refletirmos que o espaço geográfico é modelado a partir dos interesses do capital, a imagem da favela Paraisópolis  localizada na zona sul paulistana e do bairro Morumbi representa fielmente estes interesses. Como a divisão de classes sociais pode estar dividida apenas por um muro? De um lado o pobre do outro o rico. Geralmente há uma distância que separa estes dois mundos. 
Paraisópolis é a segunda maior favela de São Paulo com uma população estimada de 80 a 100 mil  habitantes, e por curiosidade fica ao lado do bairro mais elitizado de São Paulo, onde há ostentação de riquezas e poder.
A grande maioria dos habitantes de Paraisópolis é oriunda do nordeste, e grande parte da população economicamente ativa presta serviços no bairro do Morumbi e redondezas, exercendo as funções de garçons, empregadas domésticas, babás, porteiros etc. Mais uma vez comprovando que quem tem o capital tem o poder, e conseqüentemente vão absorvendo a mão de obra dos menos favorecidos.
Com a imagem de Paraisópolis e do Morumbi temos a visão de mundo onde estamos locados, o lugar que ocupamos é dominante do poder aquisitivo. Sendo assim haverá sempre uma frustração de como encontrar uma saída para a libertação destes dois mundos, um dependente do outro.

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